E vem com bônus: além das 10 faixas originais, todas remixadas, há três extras. O mais curioso deles é Sorte e azar, faixa inédita de Frejat e Cazuza, na época descartada pelo produtor Ezequiel Neves. Supersticioso, Zeca teria bombado a música por causa da palavra azar. A outra canção é Nós, também da dupla, que havia ficado de fora de Maior abandonado (1984). Por último, há uma versão alternativa de Por aí.
O encarte caprichado traz o depoimento de três pessoas que viveram de perto a ascensão da banda: Guto Graça Mello, produtor executivo; Caetano Veloso e Léo Jaime – este último indicou o nome de Cazuza, em 1981, para assumir a voz da então recém-montada banda. Diz Graça Mello que a primeira audição do Barão, numa gravação caseira, feita num estúdio de garagem, foi levada por Zeca Neves, que entrou em sua casa com uma cassete em mão, dizendo que tinha que ouvir aquela banda a qualquer custo. “Pirei, literalmente pirei!!!! E só então soube que o espetacular cantor e letrista era Cazuza, que trabalhava comigo na Som Livre (ele nunca falou disso comigo)...”
O que Graça Mello ouviu foram canções como Conto de fadas e Down em mim. Nesse primeiro álbum, Cazuza assinou as 10 faixas, algumas em parceria com Maurício Barros e outras com Frejat. É deles, por exemplo, o maior hit do álbum, Todo amor que houver nessa vida. Outros bons momentos são Ponto fraco e Down em mim. O álbum foi gravado em apenas quatro dias e não teve a repercussão esperada. Naquele 1982, a banda fez alguns shows no Rio de Janeiro e em São Paulo. Só veio a se tornar grande com o terceiro álbum, Maior abandonado, que trazia, além da faixa-título, Bete balanço e Por que a gente é assim.
Excetuando Cazuza e Dé, o Barão 30 anos conta com os mesmos Frejat, Guto Goffi (bateria) e Maurício Barros (o tecladista não é mais integrante da banda, aparece como convidado especial). Completando o time estão o percussionista Peninha, o guitarrista Fernando Magalhães e o baixista Rodrigo Santos. Não se fala em produção inédita para além dessa nova reunião. Por ora, além do relançamento, há um documentário sobre o reencontro – há quem aposte que será o último.
Via UAI
Postado Por Murilo Boarini
Designer e Tecnólogo em Produção por formação, entusiasta das midias sociais, palmeirense, amante de cinema e boa música.
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